Tem se
tornado cada vez mais comum – e por essa razão eu mesmo não entendo porque
ainda me revolto – abrir o jornal pela manhã e ler notícias sobre benefícios fiscais ou anistia para algum setor ou grupo.
Não há maior excrescência. Para
usar o estilo gramatical de certo famoso político: “tão cagando na cabeça do
cidadão pagador de impostos” (aplausos e risadas por favor!).
Hoje, abro
o jornal Valor Econômico e me deparo com a seguinte notícia: “Medida pode
beneficiar R$ 27 bi em dívidas vencidas”.
Em certo ponto do texto o desavisado jornalista escreve “O grande
entrave à renegociação é que o crédito renegociado é tributado como uma nova
operação!” . Ora, realmente é fácil
falar bobagem dizendo a verdade! A “nova”
operação é tributada, e deve ser tributada, por que a anterior – que estava
vencida – foi abatida da base de cálculo dos impostos.
A operação
que foi baixada para prejuízo, e que foi deduzida no imposto, ao ser recuperada
deve ter seu resultado revertido (ora, pois a perda não se confirmou) e ser
tributada. É justo, é correto!
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Ontem
ainda, estava lendo uma matéria que dizia que o custo das medidas mais recentes
de redução de IPI e IOF para aquecer o setor automotivo custaria ao governo ao
redor de R$ 2,7 bilhões. Tenho uma sugestão
melhor: por que não dividir este dinheiro entre os professores das Redes
Públicas (federal, estaduais e municipais), pagando-lhes um bônus. Supondo, e chutando alto, que hajam 2 milhões
de professores na rede pública, teríamos um bônus de R$ 1350 para cada professor e dada a
situação de penúria da maioria deles,
grandessíssima parte deste valor iria para o consumo, ajudando a
reaquecer a economia!
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Outra
hipótese para os muitos bilhões de benefícios fiscais seria investi-los na
construção de mais metrô em SP. Investir
os R$ 2,7 bilhões para acelerar obras, criando novas frentes de trabalho,
também gera empregos com externalidades positivas (menos poluição, menos
trânsito, redução do custo e tempo de deslocamento do cidadão paulista para o
trabalho, menos acidentes de trânsito, etc...).
A opção, no
passado, pelo crescimento a partir do setor automobilístico nos trouxe aonde
estamos. Ao sucateamento da rede ferroviária (me irrita, muito, muito mesmo,
passar pelo Ceasa e ver vários trilhos cobertos de piche, enquanto enormes
caminhões, velhos engarrafam o trânsito na região).
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Sobre
anistia. Hoje não tem nada nos jornais
sobre o assunto, apesar de estar em pauta a questão do código florestal. Toda vez que você “perdoa” a custo zero,
quem desmata, constrói em lugares proibidos (eg. Na Serra do Mar ao largo da
Rodovia Anchieta, às Margens de Mananciais), você dá incentivos para que o
errado continue acontecendo. Qual a
vantagem de ser honesto (exceto pelas evidentes razões morais) se o desonesto
ganha mais e é perdoado? A mania de
anistiar é o maior incentivo ao malfeito.
Tem de se acabar com isso !!
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Ué, faltou
falar do palhaço....
Ora, o palhaço sou eu, que pago meus impostos e
tenho de ouvir um desfile de soberba da parte de gente que está destruindo a
economia de nosso país!
Como sempre, sábias palavras...!!!!
ResponderExcluirBora parar de pagar tudo para termos incentivo de alguma coisa.... Pq uma hora esse incentivo vem..!!!
E como se não bastasse, cortaram verbas do Ministério da Ciência e Tecnologia, e inventaram financiamento com dinheiro público para bolsas de estudos no exterior. Pra não dizer besteira, leia, por favor, artigo do Prof. Rogério de Cerqueira Cesar, de hoje na Folha. Ele "mata a cobra e mostra o pau" do tupiquinismo e da comparação dessas ações por paises sérios e bem intencionados com a educação.
ResponderExcluirDepois acrescente ao seu mau humor, ié, "saco cheio". O melhor é ler esportes e secar o Curintia que está dando sorte. Uma hora acaba, espero que em breve.
marito Cobucci
Tem razão, é para despertar 'aquela' indignação... O estado de penúria dos professores foi particularmente bem observado. 'Nestepaíz' um soldado ganha mais que um professor... e assim se mantém 'tudo como d'antes no quartel de Abrantes'...
ResponderExcluirEm um saco com 100 bolinhas, 2 azuis e 98 vermelhas, qual a probabilidade de tirarmos uma bolinha vermelha do saco?
ResponderExcluirUm povo composto de uma percentagem maior de pessoas honestas tem uma probabilidade maior de ter representantes honestos no governo e versa-vice!
A mudança de consciência é individual e pode ser imitada.
A mudança coletiva é díficil de acontecer, pois muitos seguem a correnteza, o que lhe convém, sem convicção de nada.Haja vista que o governo atual, antes de ser telhado, atirava pedras...